Parece que o coração não aguenta. Suas têmporas latejam. E o peso do seu corpo é o valor da gravidade elevado a centésima potência.
Viver é muito fácil, conviver é o dilema. A vida é muito insalubre quando a olhamos do ponto de vista das convivências sem a direção de Deus. Nesse caso, é perigoso dizer que se ama, é perigoso ouvir que é amado, mas o ato de dizer é tão simples. Por isso que devemos ter muito cuidado se formos pronunciar algo, principalmente, se esse algo for sobre o amor.
E a convivência requer muitas provas de amor, principalmente, se envolver família. E conviver familia é conviver um perdão a cada dia, na sua mais fiel essência.
Agora a pouco, de joelhos, eu chorava agradecido por ter uma vida tão dada ao perigo-seguro de dizer e ouvir que amo e sou amado. E o maior agradecimento que eu faço a Deus é o fato de eu poder ter a convivência dos meus amados, pois só se sente que está vivo quando um outro vivo se relaciona com você no mais sincero afeto.
Eu tenho o prazer de dizer que me sinto vivo e amado. E o mais fantástico é ainda ter a certeza de que o Verbo habita em nós. E esse Verbo me tem mostrado o caminho das lágrimas do alívio, pois toda vez que choro convicto do seu consolo minha alma
se encharca em antífonas de gratidão.
É bom demais, é fora de série conviver o Eterno. E se conviver é ter o ato do perdão em constante vivência em nossas mãos, imagine como são as mãos dEle. Nessa perspectiva, a maior prova de Deus na Terra é nós, hoje, nos deleitarmos nos atos do perdão.
Convivência, sacrifício, perdão, todo individuo precisa disso pra sentir-se vivo. Para sentir-se livre da convivência insalubre a qual estamos sujeitos. E tudo isso só tem um fim propício quando somos regidos pelo Amor.
Pois o amor
só é Amor
à toda prova.
P.S. Deus ama conviver em você. Basta você reconhecer isso.