sábado, 26 de junho de 2010

O absurdo da fé

o absurdo,
quem o quer?
Ninguém em sua sã
consciência.

Mas e a fé absurda;
que cura
que muda
que resigna...
quem a tem? a ciência?

Eu quero o absurdo da fé!
Eu quero uma fé tão absurda
que a surdez seja nula
ao surdo quando a fé me couber.

E que não me caiba muda,
pois não me caibo mudo.
E de espírito enxuto,
quero exalar-me em fé.

Eu quero o absurdo da fé!
Que D'us me compreenda!
Que chamando-o de Senhor,
cumpra-se em mim tua sentença...

Pois Tua sentença é eternidade
em meu coração.

Eu quero o amor
em quasar espectro
inextinguível, mui além ao estético.
Eu quero o absurdo da fé, pois o aturdir do que sou lhe está à mister.

E o mais bonito de tudo é:

O absurdo da fé tem por fim; o amor.